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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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GIRAFAS PERTO DA EXTINÇÃO

Mäyjo, 25.11.16

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Em apenas 30 anos a população mundial de girafas diminuiu perto de 40%, com a espécie a ser considerada esta semana pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) como “vulnerável”.

 

No relatório divulgado, no âmbito da Conferência das Partes do Convénio sobre Diversidade Biológica no México, é possível analisar os dados entre 1985 e 2015, chegando-se à conclusão que durante este período o número de girafas pelo mundo sofreu uma redução entre 36 e 40%.

Segundo a IUCN, o aumento da presença humana no habitat natural desta espécie, a expansão da agricultura, a actividade mineira, entre outras, são as principais causas para a elevada diminuição da população mundial de girafas.

Para Julian Fennessy, da IUCN, as girafas surgem com muita frequência em safaris, nos meios de comunicação e em jardins zoológicos, não havendo assim uma consciência global de que este animal está a sofrer uma “extinção silenciosa”.

Em 2015 havia 97.562 girafas no mundo, segundo o documento da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Foto: Eric Baker / Creative Commons

As regiões da Europa

Mäyjo, 24.11.16

Muitas vezes surge a questão: quantas regiões existem na Europa e quais os países que as constituem?

 

Não existe um consenso sobre a maneira de dividir a Europa em regiões – para alguns existem 4 regiões, para outros 5.

 

Alguns consideram os países das ilhas britânicas como sendo da Europa Ocidental, outros como sendo da Europa Setentrional (norte).

Em relação aos países mais a Leste, aí o acordo é ainda menor. Alguns dos países que até aos anos 90, do século passado, tinham relações próximas com a EX-URSS, ou estavam mesmo sob o seu domínio, surgem hoje ligados à Europa de Leste ou até à Europa Central ou mesmo Ocidental.

 

O mapa que se segue mostra uma das formas mais simples de dividir o continente e, também, mais ligada ao seu passado histórico.

 

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Real Madrid e Bayern de Munique utilizam camisas feitas com plástico retirado do oceano

Mäyjo, 16.11.16

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Duas das maiores equipas de futebol mundial: Real Madrid e Bayern de Munique, usam nesta temporada camisolas feitas com plástico retirado do oceano. Elas garantem alta performance num dos desportos de maior contacto e competitividade.

As camisolas foram desenvolvidas pela fornecedora de material desportivo dessas duas potências do futebol, a Adidas, em parceria com a Parley for the Oceans. O Bayern de Munique usou as camisas Adidas x Parley na partida contra o TSS 1899 Hoffenheim, no dia 5 de novembro. Já o Real Madrid usará na partida contra o Real Sport Gijón, no próximo dia 26.

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O segundo produto da parceria são os tênis de corrida UltraBOOST Uncaged Parley. O design foi inspirado nas ondas do mar, trazendo uma malha feita com uma mistura de plásticos retirados do oceano (95%) e poliéster reciclado (5%). Os cadarços, a sola e o suporte do calcanhar também foram feitos com materiais reciclados.

“Esses lançamentos representam um novo passo na jornada da Adidas com a Parley for the Oceans. Nós não somente conseguimos criar um calçado de plástico no recicla do oceado, como também criamos a primeira camisola feita 100% com resíduos do oceano”, explica Eric Liedtke, membro do conselho executivo do Adidas Group e responsável por Global Brands.

O executivo afirma que o objetivo da empresa e da Parley for the Oceans para 2017 é retirar cerca de 11 milhões de garrafas PET de áreas costeiras. Todo esse material será transformado em novos produtos de elite e alta performance.

“Agora não estamos pensando só em gerar conhecimento para o problema. Queremos colocar em ação e implementar estratégias que possam acabar com o ciclo de poluição de plástico para sempre”, afirma Cyrill Gutsch, fundador da Parley for the Oceans.

 

Veja ao vídeo do projeto (em inglês):

 

 

 

Mar português na lista negra das águas mais poluídas

Mäyjo, 15.11.16

© RAFAEL MARCHANTE / REUTERS

 

O primeiro estudo sobre o lixo que flutua no mar português, realizado por uma equipa de biólogos da Universidade de Aveiro (UA), registou mais de 750 mil objetos a boiar. 

O estudo, centrado apenas no lixo com mais de dois centímetros e realizado em quase toda a Zona Económica Exclusiva (ZEE) portuguesa, coloca as águas portuguesas na "lista negra" das mais poluídas, tanto mais que o lixo que boia à superfície do mar corresponde apenas a uma pequena parte do que está debaixo de água.

A recolha de dados foi efetuada no verão de 2011 por vários observadores, durante a campanha oceânica a bordo da embarcação Santa Maria Manuela, no âmbito do projeto "LIFE+ MarPro", coordenado pela Universidade de Aveiro. Os dados que agora começam a ser publicados correspondem à área entre as 50 e as 220 milhas náuticas, abrangendo assim grande parte da ZEE portuguesa.

Com o registo total de 752.740 objetos e uma densidade média de detritos marinhos flutuantes de 2,98 itens por cada quilómetro quadrado, os valores registados na ZEE nacional são similares aos de estudos realizados, por exemplo, no Mar do Norte, nas águas costeiras do Japão e na Península Antártica.

De acordo com Sara Sá, investigadora responsável pelo estudo do Departamento de Biologia (DBio) da Universidade de Aveiro, entre os materiais encontrados, o plástico domina. Seguem-se a esferovite, restos de materiais de pesca, papel, cartão e pedaços de madeira.

O lixo com dimensões entre os 10 centímetros e um metro foi o mais abundante.

Estes objetos, explica Sara Sá, "incluíam vários tipos de plásticos, cabos e linhas de pesca, sendo por isso material bastante resistente e persistente, podendo flutuar por longos períodos de tempo".

Foi no norte da Zona Económica exclusiva que a equipa encontrou maior diversidade e abundância de lixo, resultado que a investigadora crê estar relacionado com o elevado número de corredores de navegação e embarcações de pesca a operar nessa zona, as quais podem representar importantes fontes de lixo flutuante nas águas oceânicas mais profundas.

 

Lusa